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sábado, 24 de abril de 2010

"Mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está. Nem desistir nem tentar agora tanto faz...Estamos indo de volta pra casa."

Existem dias que você não sente vontade de fazer nada e ao mesmo tempo quer fazer tudo."Hoje" meu dia foi assim...olhei pro lado e quis estudar mas fui pra minha mesa e pensei tanto na vida que a vontade de estudar passou. Sentei na cama e não suportei qualquer coisa que estivesse passando na TV. Vim para o PC jogar a "Mini fazenda"(é patético!) e roubar umas frutinhas na "Colheita Feliz"(3vezes mais patético) e lembrei do blog...mas Deus sabe a preguiça que eu to de estar escrevendo aqui...Sei lá, minha vida não é tão ruim assim como parece.No momento eu ando tão preocupada com tantas coisas e pessoas...
É assim, Deus, na sua infinita bondade fez coisas tão boas por mim. Ele colocou pessoas tão importantes na minha vida em um momento que eu precisava demais. Só que somos nós que seguimos, ou não, o caminho que ele "trilha". E foi seguindo um caminho que ele trilhou que eu, hoje, tenho pessoas tão importantes na minha vida que não dá pra explicar, é como se fossem mais alguns membros da minha família, talvez até mais que isso. Agradeço a ele todos os dias.
É claro que amigos foram feitos para serem ombros, braços, pernas, apoio, confiança, alento e tudo mais. Mas e quando eles falham? Existe o perdão. Tem gente que diz "Errar é humano mas perdoar é divino", será? Perdoar é mais humano ainda, ou não. Acho que ninguém consegue realmente perdoar alguém(claro que estou me referindo ao perdão para falhas graves). Eu, por exemplo, posso perdoar de dizer: "eu te perdoo", mas nunca esqueço e se nunca esqueço, sempre fica uma mágoa e é essa mágoa que deveria "sumir" com o perdão. Isso é um defeito meu. Acho que é por isso que dizem que perdoar é divino. Sei lá, todo mundo erra né? Eu já errei, errei muito e vários "alguéns" já perdoaram meus erros...
Esses tempos tenho pensado tanto em pessoas que já foram meu "dia-a-dia", gente que eu via sempre e pra quem eu dizia 'eu te amo, pra sempre'. Mas 'o pra sempre, sempre acaba...' como diz a música...Na verdade, para algumas pessoas o 'pra sempre' não acabou. Eu sou o tipo de amiga que não esquece. Não esqueço juras e provas de confiança, não esqueço conversas sinceras(e você sempre sabe quando são) e abraços apertados, não esqueço promessas e muito menos dívidas. Tem gente que simplesmente esquece tudo isso e parte para novas histórias, eu sou muito diferente. Tenho planos para o futuro...reconquistar velhas amizades. Amizades que o tempo levou, mas que o próprio tempo pode trazer de volta. O que não me impossibilita de fazer novas, só que eu sou um pouco difícil e valorizo mais o que é certo e seguro.
Mudaram as estações. Algumas coisas continuam as mesmas, outras nem tanto. Minha vida já esteve mais de cabeça pra baixo, estaria sendo injusta se não admitisse isso mas os meus dias já foram mais animados. Acho que eu escolhi essa calmaria nada tranquila. Prefiro assim...quando eu escolho. Parece egoísmo, mas as pessoas que convivem comigo sabem que eu sou um pouco egoísta quando se trata da minha vida. Tenho planos e alguns deles são tão meus que parece até que ninguém está incluso neles. Mas eu nada seria sem vocês, pessoas da minha vida. Às vezes eu paro para me analisar quando tô me sentindo incompleta e triste e acabo sempre concluindo as mesmas coisas: tenho um namorado tão maravilhoso que eu amo e que não trocaria por nada; tenho minha família que me apoia nos meus objetivos e por mais que eu erre, eles estão sempre ali; tenho a flor e ela é a minha flor, minha consciência muitas vezes e que eu não troco por nada também; tenho o Bruce e ele é tão leal, ciumento e carinhoso...Enfim, tenho tudo isso além da minha saúde. Muitas vezes me acho ingrata mas todo mundo se sente assim pelo menos uma vez na vida. Vendo por esse lado não me sinto tão ingrata assim...Uma vez eu aprendi que ser otimista muda tudo. Nunca fui 100% otimista mas de uns tempos pra cá percebi a importância dessa qualidade. Quando se é otimista o mundo parece mais fácil. Além de otimismo, existe uma virtude que é essencial: a paciência. Essa eu preciso treinar, e muito. Ser paciente é moderar a própria vontade, é resistir à influência do externo. Mesmo sabendo de tudo isso, a minha paciência é curta, tão curta que me "estresso" com pouca coisa e acho que é o fim quando avisto impossibilidades, coisas fora do lugar, etc. Mas tenho consciência e minha vida é tentar mudar essas coisas apesar de nem sempre conseguir.
Tem tanta coisa...Tanta coisa passa pela minha cabeça atualmente. Mas por hoje, acho que é só.

"A felicidade não está subordinada à satisfação dos nossos desejos diante da vida e, sim, ao desejo de entender o que a vida espera de nós."
(autor: desconhecido)

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Cotas."Vamos celebrar nossa bandeira.Nosso passado de absurdos gloriosos.Tudo que é gratuito e feio.Tudo o que é normal."

"Depois de recusar a inscrição de um rapaz para fazer vestibular por meio de cotas e aceitar a de seu irmão gêmeo idêntico, a UNB mudou o seu método de reconhecer como negros os candidatos às vagas reservadas. Até o vestibular de 2007 o processo exigia que o candidato tirasse uma foto no momento da inscrição para posterior avaliação de uma comissão especial. Caso a requisição fosse deferida o candidato poderia concorrer a uma vaga dentre os 20% reservados para negros. Se indeferida, o candidato seria transferido para o sistema universal, sem o direito a participar das cotas."
(www.vestibular.brasilescola.com)

"O sistema de cotas para estudantes que cursaram o ensino médio em escola pública foi aprovado por unanimidade no Consep da UFPA. Com isso, metade das vagas disponíveis para o estudante da escola pública, 40% serão destinadas aos alunos negros ou pardos, segundo os entendimentos científicos e culturais vigentes. Para o Conselho da UFPA, o fato de ser negro e estudante da escola pública será considerado como uma vantagem na hora do desempate no processo de avaliação do conhecimento, ao ser comparado a outro que se conceituou como branco e proveniente da escola privada.

Para Márcio Trindade, da UNE, a aprovação das cotas na UFPA é uma vitória histórica para a classe estudantil e que, de maneira nenhuma, pode ser desperdiçada. 'O sistema de cotas é a única forma de garantir que todos tenham a mesma chance de chegar até a Universidade', explica, acrescentando que o Estado do Pará 'foi o único onde os alunos de escolas particulares protestaram contra a reserva de vagas'."
(www.portalorm.com.br)

"Sites da USP, Unesc e do Ibama são pichados com protestos contra sistema de cota raciais"

"Sistema de cotas gera confusão em universidade gaúcha"

"Alunos reclamam de cotas em universidade de SE."

"Ana Paula e Ana Caroline Ribeiro Fonseca foram aprovadas na primeira etapa do vestibular da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Ana Paula, de 19 anos, para o curso de direito noturno, dentro do universo de cotas para negros. Ana Caroline, de 17, para o curso de comunicação social, mas na categoria universal, já que seu pedido para ingressar nas cotas foi recusado. A situação não despertaria maior interesse se não fosse por um detalhe: Ana Paula e Ana Caroline são irmãs."

(Site do G1)

"Vítimas de várias perseguições racistas, negros e negras sempre enfrentaram enormes dificuldades para ingressar e permanecer na universidade. Desde a formação das instituições de ensino superior no século 19, jamais houve um projeto que garantisse o acesso em massa da população negra à academia. Hoje, os negros correspondem a apenas 2% do contingente de universitários, apesar de representarem 45% dos brasileiros.
(www.unb.br)
"A Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), elaborada com a metodologia da autodeclaração, apontou um país predominantemente branco. As pessoas que se declaram brancas representam 49,7% da população brasileira. Na região Sul, cerca de 80% da população é composta por brancos. Já os brasileiros que se declararam de cor preta eram 6,3% em 2005, e hoje representam 6,9% da população. Por outro lado, os pardos atingem 42,6%."
(www1.folha.uol.com.br)


Como dá para perceber o Sistema de Cotas aplicado, hoje, nas diversas universidades federais brasileiras é um tema polêmico e causa a revolta de ambos os lados: aqueles que o defendem e aqueles que o abominam. Eu estou completamente ao lado daqueles que não admitem as cotas para estudantes de escolas públicas e negro.Meus argumentos não são porque estou 3 anos em uma sala de cursinho tentando passar no vestibular e cursar Medicina. Os meus argumentos são de uma pessoa que sente vergonha pelo passado, presente e ainda futuro próximo do Sistema Educacional Brasileiro. Quem são os culpados?

Se formos parar para pensar, chegaremos à conclusão de que todos são culpados pela "injustiça" na Educação. Ainda existe quem culpe os políticos de hoje e aqueles que os antecederam. Mas quem são nossos políticos senão o reflexo de nossa própria população?População essa que quase não pensa, já que deixa os veículos de informação- famosos por alienar as massas- guiarem suas vidas e pensamentos. Fato observado claramente há poucos dias, quando milhares de pessoas pararam tudo o que tinham para fazer e ficaram acompanhando o julgamento dos Nardoni dia e noite. Não posso ser hipócrita e negar que estava curiosa para saber o "final" dessa história que a Mídia explorou ao extremo para ganhar audiência e muito dinheiro em cima. Enfim, outro dia escrevo um pouco sobre o que penso a respeito desse assunto porque já fugi completamente do tema: cotas.

A população brasileira, descendente de tantos povos, os quais nem se sabe ao certo o número, é culpada sim. Não protestamos, não questionamos os governantes para que realmente mudem o sistema, não valorizamos nossos votos e ainda há quem o troque como se fosse vale transporte. O Sistema de Cotas nos é imposto justamente por aqueles que deveriam mudar e ajeitar as coisas, porém, encontraram uma forma mais "fácil" de satisfazer grande parte da população, que de fato é humilde e não tem condições de ingressar nas universidades federais, graças ao ineficiente Ensino fundamental e médio público.Mas essa "solução" é a mais correta? Até onde se pode estimular a distinção entre pessoas devido à cor da pele já que nem na própria Constituição nos é apresentada alguma lei que estabeleça tal distinção?

O Sistema de Cotas é válido para aqueles que cursaram TODO o Ensino Médio em rede pública municipal e/ou estadual além das cotas para aqueles considerados negros. Aí vem a pergunta: Como distinguir negros, brancos, pardos, mestiços, mulatos, amarelos, verdes, azuis,...?Assim como o caso dos gêmeos idênticos, em que um entrou para as cotas e o outro não, existiram, existem e sempre existirão confusões relacionadas já que a própria genética afirma que os genes, os quais determinam a cor da pele de uma pessoa, são uma parte ínfima do conjunto genético humano – apenas seis dos quase 30.000 que possuímos, ou seja, como uma Universidade vai separar por "etnia" os candidatos?Por isso afirmo que é um ABSURDO falar em Cotas para negros no Brasil. Se é para 'ajudar' e dar oportunidade aos que não tiveram, de ter uma Educação adequada, reservem parte, eu disse PARTE, das vagas já que não é de uma hora pra outra que vai se resolver o problema da educação.E não a metade das vagas como é o caso da nossa 'querida' UFPA a qual reserva 50% das vagas de todos os cursos mesmo aqueles mais concorridos em que a oferta de vagas é pouca além de considerar vantagem ser negro caso haja empate entre o considerado negro de escola pública o branco de escola particular.Ou seja, já é extremamente difícil passar sem as cotas imagine com as cotas.Vira, literalmente, uma GUERRA.E não to dizendo que é impossível de um aluno de rede estadual passar em um curso concorrido porque o meu PAI passou e não existe aquele papo de "ah, no tempo dele..." porque nessa época já existia desigualdade e a Educação já era precária, ele passou porque estudou, e muito.

Fico indignada quando leio alguma reportagem em que alguém diz que o Sistema de Cotas é uma vitória para a classe estudantil. Vitória seria conseguirmos alfabetizar, nem todas, mas a maioria de nossas crianças, melhorar a qualidade das aulas profissionalizando ainda mais os professores, dar o real valor a esses educadores que formarão intelectualmente as próximas gerações, erradicar a violência nas escolas, etc. Vitória são mudanças que dão certo e não medidas para acalentar o coração e deixar pensarmos que realmente alguém se importa com o futuro do país.

Já faz tempo que o vestibular tornou-se fonte de muito dinheiro por donos de colégios e cursinhos que usam como 'marketing' a tão sonhada aprovação. Aliás, não aconselho a nenhum pai colocar seu filho desde pequeno em uma escola que vá do maternal ao convênio. Principalmente se for usado este termo: CONVÊNIO. O certo por enquanto é 3º ano. Convênio foi inventado pra atender a uma necessidade de mostrar aos desesperados que ainda há uma luz no fim do túnel, no FIM mesmo. Porque se você não estudou no seu 1º ano, no 2º... só um milagre.E existem milagres.Já testemunhei vários.Voltando...não adianta se enganar, as escolas que usam vestibular como 'marketing' vão impregnar na cabeça do seu filho desde pequeno que essa é a prioridade na vida dele e não é.Tá certo que é MUITO importante e que nosso futuro depende basicamente do diploma de curso superior que 'escolhemos' mas definitivamente não é a prioridade da vida de uma criança, ele ainda vai ter muito tempo pra se preocupar com isso.O certo é a escola formar a criança de todos os sentidos: valores, virtudes, companheirismo, intelecto, etc.E não jogar 'simuladinhos' pra f... com a vida deles.

Com a chegada das cotas veio mais preconceito e intolerância da parte dos que estão fora das cotas, generalizando. Eles vêem os cotistas como inimigos, aqueles que ‘roubaram’ suas vagas.O que não é nada saudável, claro.Mas como evitar a revolta e angústia de milhares de estudantes que se sentem injustiçados?
É incrível como surgiram até turmas especiais para cotistas(turma especial = mais barato). Por que, antes das cotas, não existiam turmas especiais para aqueles que não tinham condições financeiras?A resposta é óbvia. Antes, formar uma criança 'carente' no Fundamental e no Médio, não era garantia de sucesso para a instituição(sucesso = aprovação = marketing = dinheiro), apesar de existirem escolas que dão bolsas para alunos de baixa renda, mas são poucas e para conseguir, eles entram em um processo de seleção que é quase um vestibular. Ou seja, eles estão mais preocupados com os próprios bolsos... Afinal, quem não está?Ainda mais com esse sistema o qual garante que mais e mais injustiças sejam cometidas.

Já disse e repito que não estou vendo APENAS o meu lado, estudante de cursinho há 3 anos que luta para entrar na Universidade, até porque o meu caso é diferente – apesar de existir muita gente que sofre da mesma coisa- eu perco pra mim mesma na hora das provas. O meu psicológico fica muito afetado e o nervosismo atrapalha tudo. Nunca julguei ninguém que me falou em perder coisas por nervosismo porque só quem sente sabe. É horrível você passar um ano inteiro se privando de tudo: amigos, lazer, namorado, até mesmo suas leituras, música.... E no final, você perde pra si mesmo. É a pior sensação do mundo. Acho que perseverança e vontade são essenciais. Por isso eu não desisto. Eu tenho um sonho e não vou desistir dele.

Resolvi falar sobre cotas porque as injustiças são muitas e todos sabem que não é difícil vermos burlarem o sistema normal, imagine com cotas. Qualquer pessoa influente consegue históricos escolares e certificados que garantem seus parentes, amigos e conhecidos no Sistema de cotas. Não estou escrevendo coisas que inventei. São fatos. Infelizmente são fatos. O que fica é a vontade enorme de mudar...

“Cada dia é o dia do julgamento, e nós, com nossos atos e nossas palavras, com nosso silêncio e nossa voz, vamos escrevendo continuamente o livro da vida. A luz veio ao mundo e cada um de nós deve decidir se quer caminhar na luz do altruísmo construtivo ou nas trevas do egoísmo. Portanto, a mais urgente pergunta a ser feita nesta vida é: 'O que fiz hoje pelos outros?’ “
Martin Luther King